Apesar de o Brasil ser o maior exportador mundial de proteínas animais, o fluxo de exportações de carnes para a Índia permanece quase insignificante — resultado de tarifas de importação elevadas que chegam a 100% em cortes de frango e 30% em frango inteiro.
Negociações recentes entre representantes dos setores agropecuário brasileiro e autoridades indianas exploraram propostas de redução tarifária ou a criação de quotas com tarifas mais baixas, o que poderia viabilizar volumes comerciais maiores para carnes, além de produtos como guandu, erva‑mate e subprodutos agrícolas.
Essa agenda bilateral mostra que, mesmo em segmentos altamente competitivos e protegidos, existe espaço para acordos comerciais setoriais que beneficiem ambas as partes. Para empresas brasileiras do agronegócio, a redução de tarifas ou a abertura de janelas tarifárias específicas poderia significar décadas de crescimento de exportações em direção à Ásia.
